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Floricultura Av Paulista
A partir do desejo da elite cafeeira do estado de São Paulo em possuir uma
residência fixa na cidade que não estivesse localizada imediatamente próxima à s
mais movimentadas centralidades do perÃodo, como a Praça da República, o bairro
de Higienópolis e os Campos ElÃsios, foi criada a Av Paulista,
no final do século XIX.
Desta forma, a Avenida Paulista foi inaugurada no dia 8 de dezembro de
1891, por iniciativa do engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, para abrigar a
elite da sociedade paulista. Seu nome seria avenida das Acácias ou Prado de São
Paulo, mas de Lima declarou: "Será avenida Paulista, em homenagem aos
paulistas". No fim do anos 20, seu nome foi alterado para avenida Carlos de
Campos, homenageando o ex-presidente do estado, mas a reação da sociedade fez
com que a avenida voltasse a ter o nome com o qual foi criada e é conhecida até
os dias de hoje.
A Av Paulista foi aberta seguindo padrões urbanÃsticos relativamente
novos para a época: seus palacetes possuÃam regras de implantação que, como
conjunto, caracterizaram uma ruptura com os tecidos urbanos tradicionais. Os
novos palacetes incorporavam os elementos da arquitetura eclética (tornando a
avenida uma espécie de museu de estilos arquitetônicos de perÃodos e lugares
diversos) e dos novos empreendimentos norte-americanos: estavam todos isolados
no meio dos lotes nos quais se implantavam, configurando um tecido urbano
diferente do restante da cidade, que alinhava a fachada das edificações com a
testada do terreno. Isso fez com que a avenida possuÃsse uma amplidão espacial
inédita na cidade.
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A avenida Paulista foi a primeira via pública asfaltada de São
Paulo, com material importado da Alemanha. Esse perfil estritamente residencial
da avenida permaneceu até meados da década de 1950, quando o desenvolvimento
econômico da cidade levava os novos empreendimentos comerciais e de serviços
para regiões afastadas do seu centro histórico. Em pouco tempo, praticamente
todos os palacetes da avenida tinham sido vendidos e substituÃdos por pequenos
prédios de escritórios e comércio. Durante as décadas de 60 e 70, porém, e
seguindo as diretrizes das novas legislações de uso e ocupação do solo e a
valorização dos imóveis incentivada pela especulação imobiliária, começaram a
surgir naquele local os seus agora caracterÃsticos "espigões" - edifÃcios de
escritórios com 30 andares em média. Durante esse perÃodo, a avenida passou por
uma profunda reforma paisagÃstica. Os leitos destinados aos veÃculos foram
alargados e criaram-se os atuais calçadões, caracterizados por um desenho
branco e preto formado por mosaico português. O projeto de redesenho da Avenida
Paulista ficou a cargo do escritório da arquiteta-paisagista Rosa Grena
Kliass, enquanto o projeto do novo mobiliário urbano da avenida foi assinado
pelo escritório Ludovico e Martino. Cheia de charme, a Av.Paulista é um marco
na cidade de São Paulo. Driblando aspectos negativos como o excesso de veÃculos
que por lá trafegam,a avenida segue reinandoa bsoluta como um dos mais famosos
cartões postais da cidade . Milhares de pessoas, lojas, igrejas, faculdades,
floriculturas, cinemas, bares, restaurantes - todos fazem parte do
universo desta avenida, convivendo harmonicamente com a história e
personalidade do local.
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