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Floricultura Itaim Bibi
O nome Itaim Bibi provém de uma chácara, um general e um
apelido. A história do bairro começou em 1896 quando o General José Vieira de
Couto Magalhães adquiriu de Bento Ribeiro dos Santos Camargo, uma extensão de
120 alqueires. Essas terras não tinham muito valor, pois eram inundáveis. Sua
função era meramente recreativa para caça e pescaalém de possuír muitas árvores
frutíferas (principalmente a jabuticabeira). Embora não tivesse se casado, o
general teve um filho com uma índia do Pará. Era José Couto de Magalhães que,
com a morte do general, herdou as terras conhecidas como Chácara do Itahim
(pedra pequena, na grafia arcaica Itahy). Em 1907, Leopoldo Couto de Magalhães,
irmão do general, comprou essas terras por 30 contos de réis e nelas fixou
residência. O filho do médico Leopoldo Couto Magalhães, entao dono da Chácara,
era chamado de Bibi pelas escravas e tal palavra viria a acompanhar,então, o
nome do bairro, antes chamado Rio das Pedras. A propria Rua Renato Pais de
Barros se chamava rua Bibi, em sua homenagem.Assim como a rua João
Cachoeira,vinda de um nome de um escravo da família que, dizem, vivia cantando
causos por ali. A sede dessa Chácara, hoje conhecida como Casa Bandeirista do
Itaim, localiza-se no início da atual rua Iguatemi. Tombada pelo Patrimônio
Histórico foi, porém, destruída pelos seus atuais proprietários. Antes, por
vários anos, foi um sanatório (Casa de Saúde Bela Vista), fundado em 1927 pelo
médico Brasílio Marcondes Machado, onde doentes mentais ou dependentes químicos
de famílias abastadas se tratavam. Com o falecimento do Dr. Leopoldo, o local
foi dividido entre seus herdeiros. Leopoldo Couto Magalhães Júnior, o Bibi, que
era conhecido por possuir um dos primeiros automóveis da região e pelo hábito
de usar boné de bico, continuou residindo na casa até a segunda metade da
década de 1920. O filho de Bibi, Dr. Arnaldo Couto de Magalhães foi o
responsável pelo loteamento da chácara. Na década de 20, houve o surgimento de
pequenos sítios de um hectare, vendidos a italianos vindos da Bela Vista. Eles
produziam verduras e legumes para o abastecimento local e dos bairros vizinhos.
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As terras foram vendidas e revendidas entre a década de 1920 e a década de 1950
e, com a ocupação da várzea próxima ao rio Pinheiros, propiciou atividades a
barqueiros, olarias e portos de areia, que forneciam tijolos e telhas para
construções. Para diferenciá-lo do Itaim Paulista, os moradores da região
passaram a referir o local como os “terrenos do Bibi”. Atualmente a antiga rua
do Porto leva o nome de rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior. Até a década de
30, a ocupação populacional do Itaim Bibi se restringiu ao quadrilátero
formado entre o Rio Pinheiros e as atuais avenidas Nove de Julho, São
Gabriel e Juscelino Kubitscheck. Depois dos anos 50, o bairro
começou a enfrentar um grande crescimento, causando o desaparecimento de
chácaras e sítios. O saneamento e canalização do Córrego do Sapateiro, na
década de 1970, deram origem à Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, o que
valorizou o bairro. Esgotadas as áreas disponíveis em outros bairros, as
imobiliárias voltaram-se então para o Itaim, fundamentalmente pela ausência de
restrições impostas pelo loteamento. Ao lado e em frente aos poderosos bairros
dos Jardins e Morumbi, hoje em dia o Itaim Bibi é um bairro nobre. O
núcleo inicial do bairro (residências, quitanda, açougue, padaria, farmácia) se
modificou progressivamente. O comércio ampliou-se e deixou de servir somente ao
bairro, passando a atender também outras áreas e o bairro perdeu sua
característica de bairro popular. Atualmente, pessoas de diversos bairros são
atraídas para o Itaim Bibi por causa do seu variado comércio ( que hoje
conta com lojas famosas, floriculturas, farmácias,
lavanderias, mercados, etc) e pelo alto padrão de seus restaurantes.
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