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No início do século 19, o bairro do Morumbi era uma imensa
fazenda com mais de 700 alqueires, localizada muito longe da cidade de São
Paulo. O nome ‘Morumbi’ surgiu do tupi e, apesar de haver controvérsias,
acredita-se que significa “morro ou colina alta”. Muitas lendas cercam a
história da antiga Fazenda Morumby. Algumas dizem que o rei Dom João VI deu
aquelas terras de presente para o inglês John Rudge em 1825, outras afirmam que
o mesmo Rudge chegou a vender a fazenda cem vezes mais caro do que havia pago e
depois a comprou de volta inexplicavelmente. Daquele passado distante ainda
resta a Casa da Fazenda Morumbi, um casarão construído em 1813 pelo regente do
império, padre Antônio Feijó. Hoje ela está restaurada, funciona como um
restaurante e pode ser visitada na Avenida Morumbi, 5594. Bem próximo ao
casarão, está uma capela que conserva paredes de taipa daquela época. Ninguém
sabe ao certo a origem dessa capela e nem se ela existiu realmente no passado.
Para alguns, ela foi criada em homenagem a São Sebastião dos Escravos. Outros
dizem que a capela seria usada como sepultura para os proprietários da fazenda,
um ato comum numa época em que ainda não existiam cemitérios.
Vários foram os proprietários da fazenda do Morumbi e, conseqüentemente,
as terras acabaram sendo divididas em diversas chácaras. Predominantemente
rural, o bairro somente começou a se desenvolver a partir de 1940 com a
expansão da cidade para o sudoeste. Na época, o sucesso de venda do Jardim
América valorizou a região e a Companhia Imobiliária Morumbi iniciou a
comercialização de lotes da grande fazenda. Os terrenos eram vendidos com uma
condição: não criar áreas comerciais ou edifícios. As famílias com alto poder
aquisitivo logo se mudaram para o novo bairro e o tornaram um sucesso de
vendas. Hoje em dia, esse bairro tão agradável e bonito conta com muito estilo,
ótimas casas, grandes redes de lojas e mercados, floriculturas,
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